Quinta-feira, 03 de Abril de 2014

Você está aqui em cima, mas como pensavas quando estava lá embaixo? Na verdade estou falando em tempo, em 700 anos no passado. Estou aprendendo sobre uma pessoa  formidável que refletiu bastante e ensinou à muitos, John Duns Scotus (1266-1308). Em 1300, como padre franciscano, seu foco de estudo era Deus.

- Zé, este foi o problema da Igreja Católica, com tantas coisas para estudar ficava só na Teologia.

Há um tempo certo para tudo. Naquele, a Física e Química, por exemplo, não eram prioridades, mas Deus era. Mas o desenvolvimento filosófico serviu como base para as ciências concretas. Agora, deixe-me continuar. No site http://plato.stanford.edu/entries/duns-scotus/ diz: “Mas será que é mesmo possível para os seres humanos conhecer a Deus à parte da revelação, da fé? Scotus certamente pensava assim. Como qualquer bom aristotélico, ele achava que todo o nosso conhecimento começa com nossa experiência das coisas sensíveis. A partir de tais origens humildes podemos chegar a compreender Deus”. Partindo dos estudos de Anselmo de Cantuaria (1033-1109)

que ensinou: ‘Seja F a variável de um predicado. Então, para qualquer F, há duas hipóteses: ou em todos os aspectos é melhor ser F do que não ser F, ou em algum aspecto melhor ser não-F do que F’. O argumento de Anselmo é que conseguimos descobrir que um predicado é de Deus quando se enquadra na primeira categoria”. Scotus chamava esses predicados de “perfeições puras”. E tomou um predicado, o Bem. “Então, confira o conceito para ver se ele é, em todos os aspectos, melhor ser bom do que não-bom. Percebemos sem dúvida que ser bom é melhor, por isso deduzimos que bom é um predicado de Deus”.

Cada avanço do homem se deveu a pensar uma ideia. Então pensemos. 



publicado por joseadal às 22:21
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