Sábado, 21 de Junho de 2014

Hoje, o novo amigo, Antonio Santana, me mostrou uma foto do rio Paraíba do Sul num trecho que passa atrás de sua firma e o pensamento que teve.

- Imaginei, de repente: vejo este rio há tanto tempo e não sei nada dele, se não o que me aparece na superfície. Não sei o que há aí embaixo: os peixes que nadam ali, as algas, objetos que jogamos na corrente, as pedras... Há tanto para saber. Cada um desses assuntos levaria à longos estudos.

Quando se lê, compreende-se melhor as coisas. No livro Operação Cavalo de Tróia, vol I, Jerusalém, estou numa página onde o viajante do tempo encontra Pôncio Pilatos e falam do césar Tibério: “Aqueles últimos anos de Tibério, foram de autêntico terror. Suetónio escreveu que todos se espiavam e tudo podia ser motivo de secreta delação ao César. O caráter desconfiado de Tibério alimentava até vagas denúncias. E quando algum homem corajoso - como Calpúrnio Pison - levantava a sua voz protestando por esta situação, o César encarregava-se de aniquilá-lo. Tibério via traidores e traições até nos seus mais íntimos amigos e colaboradores. O terror tiberiano chegou a tais extremos que, se espiava até uma palavra saída num momento de embriaguez. Até o gracejo mais inocente podia constituir um pretexto para denunciar”.

Agora, imagine a situação de Pilatos como procurador de Tibério em Jerusalém (João 19:6-12):

“Os principais sacerdotes clamaram: Crucifica-o, crucifica-o.

Ecce Homo, obra do pintor italianoAntonio Ciseri (1821-1891)

Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.

Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se diz Filho de Deus.

E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou.

E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.

Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?

Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.

Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César”.

Nesse momento, Pilatos deve ter pensado no que Tibério fez com outros funcionários graduados. E lavou as mãos.



publicado por joseadal às 00:59
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