Quinta-feira, 31 de Julho de 2014

É um choque, não digo que não seja. O livro Teologia e Negritude, diz (p.107): “A afirmação da identidade negra, mais que uma conquista individual, é vitória coletiva... e um desafio para a sociedade de negros e brancos”.

Quando (com o amigo Pedro Raimundo) fomos de bicicleta assistir a festa Congada e Moçambique, em Piedade do Rio Grande, vivemos vários choques culturais. Como disse bem o poeta Caetano Veloso: Narciso acha feio o que não é espelho. A missa que culminou com a coroação de N. Sra. das Mercês nos levou de uma surpresa a outra. Logo no início vimos os membros da Irmandade tirando a imagem da Virgem da igreja ao som de músicas festivas e bailado. Pensei: Que que é isso gente?!

O coral, todas vestidas de roupa colorida de algodão, cantavam gingando o corpo e batendo pandeiros e reco-recos. Que vontade de sair dançando no meio da missa! (um instantâneo não dá noção da movimentação deste coral)

A Celebração da Palavra, como foi alegre e agitada, com meninos e meninas negros carregando a grande Bíblia com passos de dança alegre e faceira.

E no momento das ofertas?! Além da maneira antiga de levar uns trocados para as caixas de coleta os negros e negras vieram pelo corredor central cantando e dançando trazendo feixes de cana, peneiras com café, pratos com bijus e outras tantas oferendas. Todas tiradas de criações de Deus com o beneficiamento humano.

Todo o povo católico – com certeza havia pessoas de outras crenças presente – participava sorrindo, batendo palmas, acompanhando os cantos e demonstrando uma felicidade maravilhosa. No livro, diz: “As reivindicações resultantes do assumir a identidade negra evocam esforço de toda sociedade que há séculos possui uma dívida moral, cultural, religiosa, política e econômica em relação à comunidade negra”.

Todos, como sociedade, temos a ganhar alguma coisa com isso? “a comunidade negra é mantenedora de uma cultura de resistência muito grande e é importante na dinâmica da vida do povo”. Essa cultura tem muito a nos dar. 


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publicado por joseadal às 12:40
Foi uma viagem sensacional tanto a ida como a volta parecia que Deuss nos designou nesta pedalada até a festa a principio não sabiammos a onde dormir fomos na fé e na coragem que todo ciclista que gosta de viajar ttem e la ja estava reservado por Deus e nossa Senhora e depois que nunca viajou com o amigo José Adal não sabera quanto bom é este parceiro de pedal.valeu amigo por ter. Me escolhido para mais esta pedalada abraços do amigo Pedrão.
Pedro Raimundo dos Santos a 31 de Julho de 2014 às 13:49

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