Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

O Paradoxo da Serpente, é o nome do livro que meu genro trouxe pra ler em sua visita aqui em casa. Escrito por Sílvio Fiorani discute a herança pagã que o Cristianismo recebeu.

Na p. 187 encontrei esta afirmação: “A contemplação da natureza nos causa, às vezes, a inexplicável sensação de paz e alegria. A vista de uma bela árvore pode despertar na alma a lembrança de algo que conhecemos no ‘mundo das ideias’. Quanto mais a pessoa se encanta com a natureza, mais próximo estará dessa espécie de recordação da ‘velha morada da alma’.

- Zé, então quando você anda de bike por esses caminhos da roça e depois fala de Deus e Jesus...

É porque as belezas que vejo acendem recordações na minha alma. Ele diz mais, quase como uma repreensão: “Os graus de encantamento com o belo são variáveis e nos aproximam ou distanciam da espiritualidade; fazem-nos respeitar ou ignorar a natureza. O grau mais inferior da ignorância da ideia por trás da imagem, é dos animais.”

(vista da fazenda Sta. Clara desde o bom restaurante do Duque)

- O problema é que você leva tudo para o lado religioso, Zé.

Desculpo tua ignorância. Esse pensamento foi elaborado por Platão no século IV a.C. Não é religião é filosofia. “Segundo a doutrina de Platão, acima do ilusório ‘mundo dos sentidos’, há outro onde estão as ‘ideias’, cuja culminância é a ‘ideia do Bem’. Para Platão todos os seres e coisas, para existir, precisam participar do Bem”. Traduzindo isso para a linguagem religiosa é estar ligado a Deus pelo seu Espírito que é Santo.

- Então, pedalar é sair à procura do Belo?

Por favor, falando assim vão pensar que todo ciclista é fã desse cantor.   



publicado por joseadal às 13:46
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