Domingo, 30 de Março de 2014

“Essas mulheres só querem saber de zoação”, palavras de um dos meus filhos quando namorava. Será mesmo que grande parte das meninas não tem vocação para mãe de família? E quando casam estão despreparadas para manter seu lar?

Li sobre isso em Mitologia Grega vol. II, do professor Junito de Souza Brandão. O mito de Psiqué fala do inconsciente da jovem mulher. Ela encontrou um homem, mas passa por quatro provas para tê-lo completamente. No mito quem a submete aos testes é a deusa do Amor. O primeiro exame é fazê-la separar grãos diferentes em um monte: "é entender que a promiscuidade, querer ter outros homens, não lhe vai acrescentar nada e vai perder seu amor". A outra avaliação é pegar punhados de lã de carneiros ferozes: “É ela tomando posse do poder masculino, uma despontencialização, como o gesto de Dalila ao cortar os cabelos de Sansão, é não permitir ser dominada por seu homem”.  A terceira tarefa é encher uma jarra com água de um rio muito perigoso: “O fluxo da vida de um homem desafia a captura, ele está sempre numa mudança incessante, e ela deverá contê-lo, dar forma e repouso a uma vida informe; é conter essa energia, sem ser por ela despedaçada”. O último trabalho é o da mulher buscar a beleza permanente e isto a faz andar em meio a pessoas que lhe pedem para parar e ficar com elas: “Para manter a estabilidade do seu ego a mulher precisa exercitar a resistência a ser piedosa com quem não merece; é aprender a abandonar um anseio próximo por um objetivo distante e até abstrato”.

 

A mulher que tiver uma personalidade forte para tratar o amor não como uma ação inconsequente, mas algo precioso a ser conquistado, essa será uma joia para seu esposo e sua família.     



publicado por joseadal às 02:07
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