Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Hoje, na loja de um novo amigo, conversávamos quando entrou um jovem bem negro de chapéu desabado, e bonito. Fez perguntas e em pouco tanto eu quanto Francisco sentimos que ele estava a ponto de nos assaltar. Mas acabou indo embora. Ia mesmo nossa assaltar ou só estava meio perdido? Decidimos que era um assaltante só porque era negro?

As notícias dão conta do recrudescimento do tratamento discriminatório nos EUA. O rapaz Michael Brown, de 18 anos foi assassinado por um policial branco. Outro jovem negro perguntou a um repórter: “Para que diabos ele tinha cassetete? Porque precisou matar? Somos cachorros?”

No livro Teologia e Negritude, falando dos grupos de Pastoral do Negro, diz (p. 158): “No documento Deus na Roda com a Gente, de 1992 ensina este Credo da Pessoa de Cor: ‘Cremos num Deus que é alegria, que ri e que canta, que não resiste e vem dançar na roda com a gente; cremos num Deus que renova nossas esperanças e não nos deixa desesperar; um Deus que é consolo na solidão: quantas vezes Ele é o único companheiro que nos resta!; cremos que Deus é ternura, que transforma desde dentro pessoas e estruturas; Deus que é força, mas não força que quebra e arrebenta, principalmente o que é novo e jovem; creio num Deus que gesta um povo que explode em sons, cores e alegria; um Deus fortemente identificado com as mulheres negras, as mães negras”.

(foi assim, com um gesto de rendição, que Michael recebeu 6 tiros do policial)

Para o policial que matou Michael desarmado – aquele menino negro podia ser meu neto ou teu filho – ou para os policiais brasileiros que também matam jovens negros, o livro tem esta frase: “Ninguém recebe um talento para si mesmo e sim para servir à causa do Reino de Deus através da comunidade”. 



publicado por joseadal às 23:59
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