Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Vi minha querida amiga Vera Marins só uma vez. Foi o bastante. Não esqueci mais a poetisa e vez por outra mergulho em seus versos.

Ontem, antes de dormir, foi em Loucura, do livro Inquietude:

Quando a alma nos escapa

Fica louca, desvairada.

Quer satisfações instantâneas,

Sai pelo mundo sem mapa.

Quer ações, quer experiências,

Quer prêmios imediatos.

Só lhe importa o hoje, o aqui, o agora,

O concreto, o prazer e a diversão.

Quer ser deus, invulnerável, poderosa.

Vira pura fantasia e ilusão.

Fica fútil, inútil, superficial.

Fica vazia, sozinha, esgotada.

Fica louca desvairada,

A alma que foge e escapa.

Tinha lida um pouco antes as palavras sisudas de um padre, irmão cristão que viveu, ensinou e apascentou almas por volta de 150 e.C.:

Penso que esse conselho sobre a temperança não é sem importância.

Irmãos, se renunciarmos a nossas paixões desregradas, dominamos nossa alma.

Negando-lhe seus desejos maus, teremos a misericórdia de Jesus.

Ajudemo-nos, então, um ao outro, de modo a salvarmo-nos todos.

Nossa alma sempre arranja um jeito de fugir. Mas não a deixe solta, traga-a de volta, domine-a. Afinal, somos homens ou sapos?



publicado por joseadal às 10:33
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