Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Você pensa como a médica Fátima Oliveira? “Eu não tinha a dimensão do ódio de classe contra o Bolsa Família. Supunha que era apenas uma birra de conservadores contra o PT ou algo do gênero, jamais por ser contra pobre matar a sua fome com dinheiro público”.

Os herdeiros dos passeios pelos shoppings não viram isso que José Américo de Almeida conta em A Bagaceira (p. 76): “Ele forcejava em interessar o coração de Soledade na assistência social aos moradores da fazenda de cana-de-açúcar. Entravam nas bibocas e ela nauseava. Santo Deus! Os guris lazarentos embastidos [cobertos] de perebas não paravam de coçar as sarnas eternas e pareciam laranjas onde enfiaram dois palitos. Mas não choravam, não sabiam chorar. Soledade saia aos engulhos. Não havia choça paupérrima que não tivesse um cachorro gafo. Era o sócio da fome. Os pobres só comiam capim, pastavam como carneiros. Mordiam a própria perna como se fosse um osso para roer”.

Não precisa ir numa morada assim, mas não me fique criticando o bolsa família. “Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão" (João 12:8).

É Jesus te dando um puxão de orelha, te ensinando a viver; porque a vida é uma escola.



publicado por joseadal às 23:50
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