Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

O livro Grupos Criativos chama atenção para o fato da escassez de filósofos, hoje. Ele compara as ciências aplicadas, como física e química, ao hardware, a fabricação de objetos e instrumentos, e a filosofia ao software, as idéias. Quando Newton teorizou a força de gravidade abriu um espaço novo que os engenheiros usaram para fazer muitos produtos para facilitar a vida humana. Agora, tudo que nos cerca e complica nossa vida é resultado de idéias descortinadas por pensadores do século 19. E, de um avião a jato ao computador, do raio laser a manipulação do genoma, tudo é só hardware.

Domenico de Masi diz: “Não por acaso, os cientistas das ciências hard (físicos, químicos, biólogos e cirurgiões) vivem com euforia e exaltação os tempos atuais marcados por suas onipotências, sublinhada pela passagem do seu trabalho da fase da descoberta à invenção. Ao contrário, os cientistas das ciências soft (sociólogos, filósofos e cientistas políticos) vivem com depressão e desencorajamento a sua crise, sublinhada pela impotência frente à necessidade de passar da fase descritiva à explicativa e de previsão”. Precisamos de teóricos para nos abrir novos horizontes.

Será que estão nascendo, neste início do século 21, os gênios que verão novos espaços para a humanidade prosseguir em sua evolução? Alguns julgam que estes iluminados já estão andando entre nós cercados pelo mundo superior – lembra do filme Vingador do Futuro? – para que possam crescer e nos ensinar o que aprenderam fora daqui. Suas idéias farão a humanidade depender menos da matéria.



publicado por joseadal às 00:13
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