Quinta-feira, 07 de Abril de 2011

Isto não lhe diz respeito mas te conto porque acho magnífico por ser grandioso tanto no tempo quanto no espaço. Do documento de Geologia, Evolução Tectônica da Bacia do rio São Francisco, do professor Marcelo S Marinho:

"O primeiro evento tectônico que atuou na formação da bacia do rio São Francisco, aconteceu há cerca de 1300Ma (um bilhão e trezentos milhões de anos). Foi um evento distensivo que fragmentou o supercontinente Rodínia, provocando a abertura de dois riftes, que vieram a formar duas bacias".

Você ouviu falar que os continentes já foram unidos e se separaram, isto começou há uns 250 milhões de  anos. Este supercontinente foi batizado de Pangéia. Mas vou te contar outra coisa. Este evento de separar e juntar aconteceu pelo menos oito vezes. Onde vivemos agora, no Estado do Rio de Janeiro, aconteceu um evento distensivo há 60 milhões de anos quando se rompeu a crosta separando-nos da África. Foi um abalo tão forte que formou a linda serra do Mar cujas montanhas se vêem ao longe e pelas quais andamos de bicicleta.

Já a fratura que propiciou se formar o rio São Francisco foi causada por outro rompimento, o do supercontinente Rodínia muito tempo antes. Quando a superfície da Terra se esgarça parece dois pedaços de pizza se separando.

E quando se abarroam, juntando-se novamente? Quando os continentes se juntam de novo num só grande continente é um encontrão colossal que deformam as velhas rochas.

"Essa diferença deformacional e metamórfica impressa nessas rochas está relacionada com o esforço compressional sofrido por elas, relacionado ao Ciclo Brasiliano. Esse esforço compressivo, que se propagou de oeste para leste, deu origem ao conjunto de dobras e falhas de empurrão que aparece nas rochas".

Como disse o poeta: nada do que foi será.


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publicado por joseadal às 00:15
Quarta-feira, 06 de Abril de 2011

Eu nunca ouvira falar em PRODO, mas tinha experiência do que fosse.

Em certo domingo, pela manhã, dia ensolarado, portas e janelas abertas, venho da cozinha para sala ligar o som... cadê o som!? Corro para rua, pergunto a um vizinho que lia jornal na varanda, nada viu, interrogo um passante que vem do início da rua e outro que desceu do morro no final dela, nada. Ninguém viu alguém com um som nos ombros ou carregando nos braços. Foi o quê? Foi um PRODO.

Aqui no livro de ficção científica de Adams Douglas, A Vida, o Universo e o Demais, está explicado de uma maneira meio gaiata. 

"El campo del Problema de Otro, PRODO, funciona. La razón de ello es que se basea en la predisposición natural de la gente a no ver nada que no quiera ver, que no espere o que no pueda explicarse. Si hubiese pintado una montaña de rosa y erigido en ella un sencillo y barato campo de PRODO, la gente habría pasado de largo por la montaña, la habría rodeado e incluso escalado sin darse cuenta ni por un momento de que estaba allí".

Então não diga que é impossível ter acontecido isto ou existir aquilo. Nem eu nem você consegue se dar conta de tudo que acontece diante de nossos narizes.

Se tiver tempo pra ler acompanhe este diálogo maluco entre dois amigos, Arthur e Ford:

"Ford insistió en saltar de un lado para otro, meneando la cabeza.

-Se te ha ocurrido algo, ¿verdad? preguntó Arthur.

-Creo - contestó Ford - que hay un PRODO por ahí.

-¿Un qué?

-Un PRODO.

-¿Y qué es eso?

-Un Problema de Otro -explicó Ford.

-Ah, bien -dijo Arthur, tranquilizándose.

No tenía idea de qué se trataba.

-¡Allí! -exclamó Ford.

-¿Qué?

-¿No ves - dijo Ford en tono paciente- el PRODO?

-Creí que habías dicho que era un problema de otro.

-Eso es. Y quiero saber si lo ves - insistió Ford.

-¿Lo ves tú?

-Sí. Un PRODO - explicó - es algo que no podemos ver, que no distinguimos o que nuestra mente no nos deja observar porque creemos que es un problema de otro. Eso es lo que significa PRODO. Problema de Otro. El cerebro se limita a perfilarlo, es como un punto ciego.

-Ya lo veo - anunció Arthur.

Já não conseguimos assimilar tudo que vemos, coisas conhecidas ou que nos dizem respeito, quanto mais algo que é de competência dos outros ou que ainda não é do nosso conhecimento!

É por isto que o mestre Jesus ensinou: "Se alguém achegar-se a ti e pedir tua camisa, pergunte se também quer a calça". Loucura do mestre? Não. É um PRODO, o problema que é de outra pessoa e que vem cair em teus braços. Jesus ensinou que quando nos damos conta de um PRODO ele passa a ser um problema nosso. Não pode ser desconsiderado.

Viu, me dei conta de tanta coisa lendo um livro maluco de ficção científica. Não deixe de ler, de se dar conta.



publicado por joseadal às 00:06
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011

Profecias, filósofos e sociólogos também as fazem, mas não pelo espírito e sim por concatenação de fatos e tendências. No livro Grupos Criativos, Domenico Massi diz que há 3 correntes destes profetas. Ele chama de filões.

O filão otimista inclui o historiador Galbraith e interpreta o momento que vivemos como pós-industrial e continuação do industrial e levará a: "núcleo familiar como ambiente de produção e reprodução, descentralização do trabalho, desmassificação da cultura com o resgate dos gostos pessoais, maior individualismo, crescente confiança na ciência, mais tempo de folga e liderança com sistemas múltiplos de comando em transformação contínua. Todavia, está claro que numa sociedade em que os trabalhadores e consumidores lidam sobretudo com a matéria-prima da informação, os escritórios e as lojas irão, gradativamente, se dissolver nas redes da internet, exatamente como a correspondência de papel."

O filão pessimista inclui o teórico Gershuny e contesta a globalização prevendo: "muitos estragos provocados pelo consumismo e a industrialização selvagem, o fracasso do urbanismo tornado as pessoas nas cidades mais alienadas em um anonimato esquizofrênico, em que uns poucos conseguirão a volta a vida no campo e a autogestão do trabalho, mas que tudo se perderá pelo desequilíbrio ecológico".

E o filão historicista de Alain Touraine que vê: "uma sociedade programada, na qual a ação criativa precederá as escolhas e a colonização dos consumidores por uma produção diferenciada dos bens de consumo. O indivíduo será esmagado pelas decisões tomadas sem seu conhecimento e vão se limitar a defender seus direitos adquiridos em contraposição ao melhor para o conjunto da sociedade".  

 

Quem conhece a Bíblia dirá que esses 3 grupos se parecem aos profetas de Israel no período prébabilônico: Isaias, Jeremias e Ezequiel. Só previram o mal para Jerusalém.

 



publicado por joseadal às 23:59
Sexta-feira, 01 de Abril de 2011

            O bispo Agostinho dialogando com o discípulo Evódio fala das pessoas que escolhem o mal como modo de resolver os problemas da vida e o outro pergunta: quem nos ensina o caminho mau? Por que alguém usa a inteligência para o mal? O mestre responde que toda inteligência é do bem e explica perguntando, para fazer o outro raciocinar. Está em seu livro Lívre Arbítrio:

 

            Ag. Mas quando alguém for ensinado e não se servir da inteligência para entender, poderá ser ele considerado como alguém que fica instruído? O que te parece?

            Ev. Parece-me que ele não o pode de modo algum.

            Ag. Logo, se toda a inteligência é boa, e quem não usa da inteligência não aprende, segue-se que todo aquele que aprende procede bem. Com efeito, todo aquele que aprende usa da inteligência e todo aquele que usa da inteligência procede bem. Assim, procurar o autor de nossa instrução, sem dúvida, é procurar o autor de nossas boas ações. Deixa, pois, de pretender descobrir não sei que mau ensinante. Pois se, na verdade, for mau, ele não será mestre. E caso seja mestre, não poderá ser mau".

            A filosofia é assim mesmo, cheia de redundâncias para melhor gravar uma idéia. Mas, percebeu?, quem envereda pelo caminho do crime não pode culpar ninguém, como alguns dizem: foi a sociedade, foram os pais, e por aí a fora. Aprender exige o uso do raciocíneo, da inteligência. Se refletimos não enveredamos pelo mau caminho.

            Em tudo, se racionalizamos, só encontraremos boas finalidades. O problema é: como não tomar uma atitude irrefletida? Como não entregar (ou estragar) nossa vida ao disparar de nossa amigdala celebral, puramente instintiva? É preciso muito treino no caminho bom. Ora, nele é até mais difícil de nos defrontarmos com o mal.



publicado por joseadal às 21:01
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