Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

O filósofo grego Herão de Alexandria (10-70) descobriu que se enchesse de água, por um bico torto, uma vasilha herméticamente fechada e a pusesse no fogo pendurada por umaum eixo em que pudesse girar, o vapor ao sair pelo bico faria a vasilha girar. Mas nem por isto inventaram o motor a vapor, como nos trens. Passou quase 1.800 anos até James Watt (1736-1819) inventar um motor desses para puxar minério do fundo das minas.

Tudo tem um tempo certo para suceder? O professor e filósofo australiano Vere Gordon Childe (1892-1957) diz (em espanhol):

"Dar por sentado que la tecnología ha avanzado como sobre rieles hacia un objetivo fijo, predeterminado, es sostener una tesis sin fundamento. Por el contrario, es perfectamente razonable afirmar que el proceso ha determinado su propia dirección, y que los rieles han sido tendidos paso a paso, de acuerdo con el propio desarrollo. El carácter histórico de un proceso reside precisamente en su autodeterminación".

Bem, para ele não é preciso um senhorio celestial para comandar a evolução, seja em qual sentido for. Mas é necessário, sim, algumas condições para se fabricar um produto novo.

"Aseguró a Watt el suministro de los materiales y de la fuerza de trabajo necesaria para la fabricación de las máquinas de vapor un sistema económico específico que había organizado la distribución de productos y que obligaba a los hombres a trabajar, un sistema que no existió siempre, y que, por el contrario, se desarrolló gradualmente en Inglaterra durante los siglos XVI y XVII".

Veja só, para a fabricação de uma monstruosa máquina a vapor não foi só importante nascer um homem genial e especial, ele precisou nascer no tempo certo quando já existia mercado para sua invenção e até uma força de trabalho organizada. Uma descoberta envolve muitos fatores. 

"Por consiguiente, para comprender la invención de Watt como un hecho histórico debemos tener en cuenta estas relaciones de producción. Y un examen más atento revelaría la existencia de factores políticos, legales Y aun religiosos".

Segundo Gordon é preciso pensar cada avanço humano não como um empurrão divino.

"He esbozado el progreso como una secuencia lineal permanente de hechos. Pero los diversos hechos parecen constituir una línea recta sólo cuando se los contempla desde muy lejos, es decir, muy abstractamente. En realidad, el camino del progreso se dibuja como una línea definidamente errática".

Você também pensa assim ou acha diferente? Estamos sozinhos e resolvendo tudo por nossa conta?


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publicado por joseadal às 23:27
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