Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011

Vamos falar de fé, razão, ignorância e desenvolvimento. O texto escolhido no livro Dança do Universo fala do passado, e o que houve deve nos servir de modelo.

"Os gregos nos ensinaram como é importante perguntar sobre o mundo à nossa volta e sobre nós mesmos. Seu amor pela razão e sua fé no uso do raciocínio formaram o arcabouço do estudo científico da Natureza. Não devemos nunca fugir dessa busca, intimidados pela nossa ignorância. O medo deve ser combatido com a razão. Essa é a chave da sabedoria".

Os gregos desenvolveram o estudo da medicina, da física, do teatro, da astronomia, da matemática e outras matérias, e as passaram para os romanos que aumentaram estes conhecimentos acrescentando a arquitetura, direito, engenharia e outras. Aí, tudo parou de repente.

"No quarto século de nossa era a curiosidade sobre o mundo natural irá praticamente desaparecer. A ascensão da Igreja redireciona as preocupações das pessoas para questões abstratas. O único tipo de estudo aceitável era de natureza teológica. Questões pertinentes ao estudo da Natureza eram consideradas não só supérfluas como também perigosas para a salvação da alma. A situação se tornou tão terrível que, por aproximadamente setecentos anos, de 300 d. C. (santo Lactancio) até o ano 1000 (papa Silvestre 11), se acreditava novamente que a Terra era plana!".

Foi bom? De jeito nenhum! A ignorância das ciências deixou os homens despreparados para enfrentar um clima adverso que matou milhões de europeus de fome e peste. Mas o mundo não parou.

"Isso não significa que nenhuma ciência tenha sido produzida nesse período. Os árabes produziram melhorias no modelo de Ptolomeu, e levaram a matemática a novos níveis. Quando os muçulmanos trouxeram os textos de Aristóteles, Euclides, Arquimedes, Ptolomeu e muitos outros de volta para a Europa, uma nova brisa de despertar começou a soprar, lentamente liberando o intelecto do sono hipnótico da Idade Média. No início, do século XIII até o começo da Renascença (século xv), a brisa começou sua tarefa timidamente".

E agora, neste século 21, podemos escolher. Ficamos com o quê, distração ou instrução? Fecebook ou Google? Fé ou estudo das ciências? É melhor ficar com os dois.


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publicado por joseadal às 20:56
Quarta-feira, 07 de Setembro de 2011

Sempre os houve, mas agora ganhou notoriedade, os bullings. Os muito magros(as), os gordinhos(as), com algum defeito fisico ou portador de uma mania, os diferentes, sempre foram perseguidos. É tanto na escola quanto na rua que tipos violentos - ainda precisando ser estudados - atacam as vítimas quase indefesas com a cumplicidade dos "maria-vai-com-as-outras". Uns covardes sem caráter.

Mas para o espiritualista além do plano humano corre paralelo um outro, invisível mas perceptível. E quem maltrata torna-se perseguido. O escritor Edgar Allan Poe, escreveu ao final do século 19 um conto que fala desse tema. Um garoto maltrata, ainda no ensino fundamental, um colega um pouco menor . Perdem-se de vista, o bulling não sabe mas o judiado morreu, e começa a ocorrer coisas estranhas em sua vida. Tão insistentes são que ele acaba relacionando-as com o antigo perseguido. [está em espanhol, mas dá pra ler]  

"¿Cómo podía haber supuesto por un instante que mi amonestador de Eton, el desenmascarador de Oxford, aquel que malogró mi ambición en Roma, mi archienemigo y genio maligno, era William Wilson de mis días escolares, al odiado de la escuela? ¡I mposible! Me había sometido por completo a su imperiosa dominación. El sentimiento de omnipotencia aparentes de Wilson, sumado al terror que su naturaleza y su arrogancia me inspiraban, habían llegado a convencerme de mi total debilidad y desamparo, causandome una implícita, e amarga sumisión a su arbitraria voluntad. En los últimos tiempos su terrible influencia sobre mi conduziume por completo a la bebida. Empecé a murmurar, a vacilar, a resistir. ¿Y era sólo la imaginación la que me inducía a creer que a medida que mi firmeza aumentaba, la de mi atormentador sufría una disminución proporcional?".

Poe foi um poeta e escritor naturalmente místico e fantástico, neste conto ele narra a inversão dos papéis. Se seguirmos a vida de um atormentador será que vamos descobri-lo um atormentado? No conto o homem termina por ver seu obsediador:

"Era mi antagonista, era Wilson, quien se erguía ante mí agonizante. Era Wilson. Pero ya no hablaba con un susurro cuando dijo:

-Has me vencido, pero también tú estás muerto ... muerto para el mundo y para el cielo. Al ferirme, te has asesinado a ti mismo!"

O melhor é não se ferir ninguém.


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publicado por joseadal às 03:20
Quinta-feira, 01 de Setembro de 2011

Veja bem estas figuras, foram encontradas numa gruta próxima a cidade de Santander, na Espanha.

O livro As Civilizações Pré-históricas descreve: "Há talvez 20 silhuetas, algumas em tamanho natural, na abóbada do teto. Por sua composição, pelo vigor do traço e pelas proporções, se vê que seu autor estudou a natureza. Pelo maneirismo da execução, tais pinturas não parece ter sido feitas por um artista da idade da Pedra lascada".

São mais de cinqüenta grutas com belas pinturas ruprestes.

"Nenhuma teoria consegue explicar esta magnífica concentração artística numa faixa de menos de 1000 km, da costa cantábrica ao vale do Ródano, e menos de 4 km de largura, da Dordonha aos Pirineus, em 52 grutas. São 25.000 anos de arte humana concentrado nesta porção da Europa ocidental".

Estas obras de arte foram feitas por seres humanos anteriores ao Adão bíblico. Entender que houve civilizações antes do primeiro homem da Bíblia muda muita coisa na cabeça da gente, começando por se sentir a exatidão de um ensinamento atribuído a Jesus: "A verdade vos tornará livres".       


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publicado por joseadal às 23:07
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