Sábado, 05 de Novembro de 2011

Neste momento em que o resultado da prova do Enem mostra o estudante brasileiro muito atrasado em relação aos de outros países, o trabalho do professor Gordon Childe ensina uma coisa bem a propósito: um povo pode ter usos e costumes que interferem na disposição positiva, tanto do estudante quanto do professor, de aprender e ensinar com gosto (em espanhol):   
"Instrumentos inventados dos mil años a.C, durante la Edad del Bronce, por la tecnología egipcia había estado muy por delante de la griega. Transcurrieron todavía siglos y en el año 400 a.C. los artesanos griegos utilizaron equipo mejorado, encuanto los trabajadores egipcios continuaban luchando con los anticuados. La rueda aparece por primera vez en los registros arqueológicos entre el Indo y el Tigris, antes del año 3000 a.C., y se la encuentra en los monumentos griegos mil quinientos años después. Pero en esa época Alemania se hallaba todavía en la Edad dela Piedra. La explicación de estos caprichos y fluctuaciones esta en las instituciones sociales, económicas, políticas, jurídicas, teológicas y en las costumbres y creencias. Isto han tenido efecto de frenos sobre la inventiva de los hombres".

 

O poeta Caetano Veloso canta na música Podres Poderes: "Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de redículos tiranos? Será, que será, que esta minha estúpida retórica, terá que soar por mais zil anos?" Taí, o que posso acrescentar ao que o poeta disse? Um monte de conceitos velhos de pedra pesam tanto que fazem os jovens brasileiros perder tempo e não se preparar bem para os desafios da vida. Precisa ver na baixada fluminense que povo trabalhador! Mulheres e homens jovens fazendo de tudo para levar 'algum' para casa e alimentar a família. Mas podiam estar fazendo e ganhando tão melhor se soubessem mais! Que pena! 



publicado por joseadal às 22:10

Em 67 anos vi e ouvi um bocado de coisas. Ouvi no rádio, por exemplo, Jerônimo, o Herói do Sertão e, bem depois, jovem de topete com brilhantina, Bill Haley cantando Ao Balanço das Horas. E vivi emoções como a de ir para escola dependurado no estribo do bonde, a um passo de uma queda mortal e com o cobrador passando por cima da gente correndo ainda mais perigo; era muito, muito pior que um caminhão 'pau-de-arara' e ninguém denunciava, achavam até bonito emocionante. Considero ter vivido (e sobrevivido) uma vida longa pois vi o mundo mudar muito. Mas este tempo todo não é um grãozinho quando comparado ao tempo que minha mãe, a Terra, já existiu. Num tratado de Geologia li este trecho impressionante que narra só 3 milênios na existência de minha velha e sempre jovem mãe:  

"Com o fim da Era Glacial no décimo milênio a.C, a Terra aqueceu lentamente. As geleiras derreteram deixando nas planícies grande rochedos espalhados irregularmente. Toda água congelada foi libertada contínuamente elevando o nível dos oceanos e deixando submersas antigas vilas de pedra dos velhos homens. [em Madureira, no alto dos morros, vê-se grandes pedras negras semeadas, mas não, o chão foi lavado e elas, antes enterradas surgiram formando, visto de longe, um bolo com passas em cima] O estudo dos troncos petrificados indicam que a média da temperatura no verão europeu em 8.000 a.C era de 8ºC e, mil anos depois, estava em 12ºC. O clima foi ficando cada vez mais ameno. Naquele milênio, nas primaveras, as terras próximas ao Mediterrâneo eram tundras onde as renas precisavam escavar a neve com as patas para comer musgos e liquens, mas no ano 7.000 a mesma região já estava coberta de florestas com salgueiros e carvalhos".         

Como nossa mãe Terra se renova! Igual àquele aquecimento hoje passamos por outro que também vai mudar muito nosso planeta. Quem estiver vivo lá adiante, verá. Sim, porque como lembra aquela música de Cazusa, 'o tempo não para, não, não, não para'.



publicado por joseadal às 11:21
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