Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Eu medi os céus, agora, as sombras eu meço. Ao firmamento viaja a mente, na terra descansa o corpo".

Estas foram as palavras que Johannes Kepler escolheu como epitáfio. Vou escolher algumas palavras para falar deste homem, mas nem cem livros poderiam descrever bem seus sofrimentos físicos, sua dedicação profissional intransigente e sua fé na soberania de Deus sobre o Universo que o fortalecia tanto. E o que ele fez na vida? Simplesmente, mostrou a humanidade o que é o céu estrelado. Juntou tudo o que os astrônomos tinham aprendido desde Babilônia, que havia sido explicado por Ptolomeu, com o que dois estudiosos do seu tempo, Nicolau Copérnico e Ticho Brahe, haviam descoberto. E o que foi?

Primeiro, é a Terra que como um globo gira em torno do Sol.

Segundo, Marte, a Lua e os outros planetas não estão presos em esferas translúcidas, mas soltos seguem seus caminhos pelos céus.

Terceiro, o Sol tem um magnetismo que mantém todos os corpos em sua volta - depois Newton compreendeu ser a força da gravidade.

Quarto, a geometria, na matemática, com suas figuras e sólidos, pode explicar o movimento, ao mesmo tempo solto e preso, dos corpos celestes.

Aí você diz: - Ora, eu também sei isto tudo!

Ora, como você é sabido! E, também, já meteu em tua cabeça que um pedacinho da tua pele, como uma lasquinha do teu carro, são cadeias de átomos que mais além são campos de energia?

E compreende mesmo que todo o esforço que despendemos para juntar coisas, na realidade estamos tentando segurar o vento?

Kepler, sempre muito doente e sofrendo dores o tempo todo descobriu, se deu conta, que antes entendia tudo errado: não existe "firmamento". Aprendeu o certo e mudou seu jeito de olhar o céu - é um Cosmo!

Pelo que sofreu no corpo e pelo tanto que nos legou será que Deus, que ele tanto amou, concedeu-lhe a dignidade de que já não havia mais necessidade de voltar a este planeta de expiação? E será, que em outra esfera, Kepler está aprendo mais e ajudando outros seres em um plano mais elevado? Então, você que foi Kepler, onde esteja, estás fazendo diferente do que o homem Kepler colocou em seu epitáfio: estás medindo luz e não sombras.         


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publicado por joseadal às 11:16

Uma tarde dessas esperava uma condução na estrada quando uma aragem passou levando folhas secas em cambalhotas. Ocorreram, então, duas coisas em mim: pensei em como esta primavera está diferente, fria e seca, parecendo mais um outono, e senti um aperto no peito, uma sensação de saudade de outros tempos, da infância com minha mãe Idalina, talvez.

Uma folha rolando com o vento é uma coisa trivial, mas quando nos acordam sensações, estas, não nos devem passar despercebidas. Precisam ser pensadas e sentidas. Martin Heidegger me lembrou isto no livro que estou lendo:

"Este concepto de cosa no acierta con el carácter de que éstas se generan espontáneamente y reposan en sí mismas. A veces, seguimos teniendo el sentimiento de que se ha violentado ese carácter de cosa y que el pensar tiene algo que ver con esta violencia, motivo por el que renegamos del pensar en lugar de esforzarnos. Pero ¿qué valor puede tener un sentimiento, por seguro que sea, a la hora de determinar la esencia de la cosa, cuando el único que tiene derecho a la palabra es el pensar? Pero, con todo, tal vez lo que en éste y otros casos parecidos llamamos sentimiento o estado de ánimo sea más razonable, más abierto al ser que cualquier tipo de razón. Así las cosas, la mirada de reojo hacia lo irracional, en tanto que engendro de lo racional impensado, ha prestado curiosos servicios".

Há controvérsias, mas acredito nesta observação de Heidegger: é preciso analisar um fato, uma coisa, tanto com emoção quanto com a razão. Mas a emoção analizada com cuidado pode revelar momentos em vidas passadas.



publicado por joseadal às 00:50
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