Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2012

O que é arte? Por que uma fotografia deixa de
ser só um instante capturado e é vista como obra de arte? Estou lendo um livro
de Martin Heidegger onde o pensador tenta chegar a origem, ao que torna uma
"coisa" um objeto de arte. Ele começa definindo o que é
"coisa". Lê aí, mostre que você está preparado para se comunicar no
mercosul.

"También designamos con este nombre,
'cosa', lo que no se presenta, es decir, lo que no aparece. Una cosa que no
aparece, es por ejemplo, según Kant, el conjunto del mundo y hasta el propio
Dios. Las cosas en sí y las cosas que aparecen, todo ente que es de alguna
manera, se nombran en filosofía como 'cosa'. El avión y el computador forman
parte hoy día de las cosas más novas, pero las cosas últimas son la muerte y el
juicio. En definitiva, la palabra cosa designa aquí todo aquello que no es
finalmente nada. Siguiendo este significado también la obra de arte es una cosa
en la medida en que, de alguna manera, es algo ente".

Estou no comecinho do livro e encontrei
nesta explicação uma frase que me fez refletir: "Las cosas últimas son la
muerte y el juicio". Podemos nos esquivar de pensar a morte, mas é bom não
ouvidar o juízo. Faça o bem ou o mal a morte é indiferente. Mas escolhendo o
mal o juízo é diferente.



publicado por joseadal às 22:43
Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2012

O que nos distingue dos animais? Será a capacidade de pensar com consciência? Pensar eu entendo, mas o que é consciência? Espere, deixe este ítem para depois. Vamos tratar do que sabemos alguma coisa: o pensar. Estou lendo Martin Heidegger em A Origem da Obra de Arte, e ele ensina, como grande pensador, como pensar refletindo:    

 "Es cierto que no es capaz de captar la cosa en su esencia, sino que por el contrario la atropella. ¿Es posible evitar semejante atropello? ¿De qué manera? Probablemente sólo es posible si le concedemos campo libre a la cosa con el fin de mostrar de manera inmediata su carácter. Previamente habrá que dejar de lado toda concepción y enunciado que pueda interponerse entre la cosa y nosotros. Sólo entonces podremos abandonarnos en manos de la presencia imperturbada de la cosa. Se puede decir que en todo lo que aportan los sentidos de la vista, el oído y el tacto, así como en las sensaciones provocadas por el color, el sonido, la aspereza y la dureza, las cosas se nos meten literalmente en el cuerpo. La cosa es lo que se puede percibir con los sentidos de la sensibilidad por medio de las sensaciones. En consecuencia, a cosa no es más que la unidad de una multiplicidad que percibimos con nostros sentidos".

Uma árvore, já vistes tantas delas que nem paras pensando-a. Tome um pouco de teu tempo. Ora, quando nascemos neste mundo nos foi dado uma ampuleta bem grande cheia dele, é teu e é para ser usado em teu benefício, não para acabar contigo. Pegue um bocadinho do teu tempo e te quede pensando. Pare diante da árvore do teu quintal ou jardim, ou mesmo a da tua rua ou praça. Então, com teus sentidos pode conhece-la bem. Deixe de lado os conceitos que recebestes sobre este vegetal, eles podem atropelar o teu aprender. Pense então: o que é esta árvore para mim? torne-te amigo dela. 



publicado por joseadal às 21:01
Domingo, 01 de Janeiro de 2012

Janeiro homenageia um deus grego, Jano, o guardião dos
portões e que é representado com duas faces, uma olhando para frente, o futuro,
um novo ano, outra voltada para trás, ao passado, o ano velho. Célia Cerqueira
diz: “As duas faces ou polos opostos são a expressão da dualidade que constitui
a própria natureza da vida e da experiência humana e se opõem e contrapõem em
todas as nossas decisões, de modo que o tempo todo fazemos escolhas” e nos
voltando ora para experiências antigas ora para esperanças futuras.

Há os que veem nos deuses da mitologia referencias a antigas lembranças de heróis que nos
visitaram no início dos tempos. Os historiadores e teatrólogos gregos e romanos
dizem que Juno foi o inventor dos barcos e navios, quem mostrou aos humanos
como navegar sobre as águas.

Na cultura herdada da África o Guardião das Portas é Exu, o orixá da comunicação e guardião
das cidades, das casas e do comportamento humano. Ele é quem deve receber as
oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e sua função
como mensageiro entre o mundo material e espiritual é de garantir que tudo seja
plenamente realizado. Ele abre os caminhos.

Não ocorreu nenhuma mudança entre sábado, 31/12/2011, e domingo, 01/01/2012.

Mas na psique humana existe estas portas, na realidade aquela que fecha é a mesma que abre.

Esta idéia está entranhada na gente. Pode ser a lembrança de crescer no útero e de repente sair
pela porta da vagina para o mundo cá fora. Pode ser a traumática passagem da
vida espiritual para dentro de um corpo material. As portas têm os gênios que
cuidam dela.

Um amigo de pedal, candoblecista, me fez ver que ao passar por uma
porteira não devia deixa-la bater. Gosto do som “ppppaaammm” do grande portão
batendo em seu batente. As ondas sonoras se propagam longe pelo pasto, entram
nas capoeiras e sobem pelos morros. Parece tão bonito, mas o amigo disse: “O guardião da porteira,
o Senhor que abre e fecha os caminhos, não gosta que batam assim com as tronqueiras”. 

Desculpe aí Esú Alaketú.
Que a vida que continua tenha seus seus caminhos abertos.



publicado por joseadal às 15:08
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