Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Certa vez, Jesus contou uma parbola para ilustrar a alegria de se encontrar o que estava perdido. Lembrei-me dela ao ler o livro Enigmas da Arqueologia:

"Num sábado de julho de 1959, dois homens trabalhavam quebrando uma calçada numa avenida importante na cidade porturia de Pireu, na Grécia. A britadeira arrancava lascas de concreto e poeira. Logo atacavam a terra endurecida sob o calçamento quando fêz-se silêncio. Os dois homens abaixaram-se olhando uma mão de bronze no meio da areia. Curiosos acorriam para ver a descoberta. Chamados, um professor de arqueologia e seus alunos assumem a tarefa de desenterrar a peça histórica.  A medida que prosseguia a escavação seu tamanho chamou a atenção. Era uma obra colossal cujo estado de conservação parecia perfeito".

A estátua de um belo jovem nu media 1,92 m, mas não estava só, repousava sobre uma Atena com capacete que media 2,30 m, e a seu lado estava outra, de Artemis, com 1,20 m. Logo abaixo uma imagem feminina em mármore, depois uma mscara em bronze representando Tragédia e uma pedra tumular gravada com a cabeça de Hermes. A escavação avançou para o meio da avenida e se aprofundou deixando a mostra um quarto de 6 m².

"Sem dúvida nenhuma tratáva-se de um pequeno depósito do velho porto. Concluíram que os magníficos bronzes haviam sido armazenados ali para um próximo embarque. Um detalhe chamou atenção dos arqueólogos, as peças estavam recobertas de cinzas e cacos de telhas. Portanto, um drama, um incêndio interveio antes que as estátuas fossem embarcadas". 

A pergunta que todos faziam era: quando aconteceu isto? Lembra da parábola de Jesus, da moeda perdida?

"Uma moeda foi encontrada com as estátuas. Era o indício para precisar a data em que foram soterradas. A moeda trazia a representação de Atena em uma face e a de Zeus com uma estrela entre duas meia-luas na outra. Os numismatas [estudiosos de moedas] logo reconheceram o dinheiro mandado fundir pelo rei ateniense Mitridates entre 87-86 a.C. Os historiadores lembraram que o aguerrido romano, Sila, atacou e saqueou Atenas em 86 a.C. O historiador Plutarco contou mais tarde: 'Sila entrou em Atenas no meio da noite com muito aparato, ao som dos clarins e dos gritos furiosos do exército que tinha permissão de matar e pilhar'. Tudo indica que o magnífico depósito em obras de arte fazia parte do saque dos romanos. Mas um incêndio lavrou no porto e sendo abundante as riauezas estocadas aquele lote do tesouro ficou esquecido sobre os escombros".

A moedinha que caiou da bolsa de um legionário romano ficou perdida por 2.045 anos. Mas foi encontrada. Isto me lembra um princípio enunciado pelo grande mestre Jesus: "Nada está tão completamente perdido que não seja descoberto".

Esta lição ensina ao cristão que não deva ser intransigente e apressado ou gritar ameaçadoramente: arrependa-se, se não..., tudo e todos têm o seu tempo certo de ser achado.



publicado por joseadal às 12:31

Estranho como em dois livros tão diversos leio considerações complementares sobre um casamento
em crise. Esta noite li no livro O Mapa da Alma: "Quem possuísse o senso
de humor suficiente para escutar o diálogo de um casal em crise ficaria
espantadíssimo com a enxurrada de banalidades e insultos. Quando um homem
junta-se a uma mulher sua anima desabrocha tornando-o mais suscetível e
emotivo. Na mulher convivendo com um homem seu animus a torna agressiva e
opiniosa. Não é um quadro bonito de se ver”.

- Isso tudo estou cansado de saber, Zé!

A informação nova está aqui: “Qando o calor desse conflito esmorece eles podem
verificar que foram ditas coisas importantes para o casal. Podem dar-se conta
de que ocorreu algum evento transcendente. A consciência trabalhando acima do
nível da emotividade faz o indivíduo ter insights e empatia”.

   

Depois, pela manhã li em Comunhão o comentário de uma esposa que vive um momento
difícil com o marido: "Conheço meu papel e é bem cansativo. Eu sou aquela
que responde emocionalmente, a que sente. Meu marido não sente as coisas mais
óbvias. Não escolhemos nossos papéis, acho que eles são inevitáveis. Percebi
também que o papel que cada um representa tem muito a ver com a função exercida
pela pessoa com quem se vive".

E o marido reconhece: "Ela tinha sido programada de algum modo para estar
pronta a me ajudar, depois do que passei, para eu me adaptar a vida
normal".

Não se aproveita desses benefícios da vida em comum se não persistimos no laço
matrimonial.



publicado por joseadal às 00:49
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