Sábado, 18 de Agosto de 2012

Você não estava lá, nos anos de 1980. Ou então era muito novo, não compreendia nada. E eu e quem viveu aquele tempo pouco se lembra do perigo mortal que passamos. Agora, lendo Os Fantoches de Deus escrito no final da década de 1970, volto a lembrar de quão próximo estivemos do Armagedom. O papa, personagem da história, conta:

“Conversei com chefes de Estado. E todos eles, sem exceção, falaram do mesmo dilema terrível. E eles sabiam mais, muito mais do que se atreviam a revelar publicamente: que os meios de destruição são tão vastos, tão letais, tão além de qualquer recuperação, que podem eliminar totalmente a humanidade, tornar o próprio planeta impróprio para a vida humana... O que esses homens me disseram era material de pesadelos. Mesmo eu posso entender porque uma mulher toma pílulas para não gerar mais uma criança para o dia do Armagedom”.

A Wikipédia informa sobre os estoques de armas nucleares naquela época: “Nos fins da década de 60, o número de mísseis balísticos intercontinentais e ogivas era tão elevado nos dois lados, que tanto os EUA como a URSS tinham a capacidade de destruir completamente o outro país. Nos finais da década de 1970, cidadãos da URSS e dos EUA (e de todo o mundo) viviam esta situação completamente enraizada na cultura popular. Uma guerra destas, se começasse, mataria muitos milhões de pessoas diretamente e com a possibilidade de induzir um Inverno nuclear que levaria à morte de grande parte da humanidade, e certamente ao colapso da civilização como a conhecemos. Muitos filmes como Planeta dos Macacos (1968-1973) e Mad Max (1979-1985) retrataram isso. De acordo com o relatório de 1980 do Secretário Geral das Nações Unidas estimava-se que existissem cerca de 40 000 ogivas nucleares, equivalentes a 13 000 megatoneladas de TNT”.

O fim do mundo parecia certo e liquidado, mas de alguma forma os homens (ou o Criador por trás deles) ultrapassaram aquele clima e hoje os estoques nucleares aproximam-se do fim. Agora, o perigo é outro: poluição, efeito estufa, mudança do clima afetando a agricultura e elevando o nível dos mares... E se não acontecer nada disso? E se nós humanos aprendermos a viver sem estragar tudo?    


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publicado por joseadal às 02:13
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