Sábado, 13 de Outubro de 2012

Acontece, em dado momento da vida, nos envolvermos num assunto mesmo sem procurar por isso. Assim, tem-me acontecido de, repetidamente, ler e ver informações ligadas a escatologia. A Wikipédia assim define esta palavra: “é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo”.

No livro Aruanda (que me foi emprestado por minha homeopata) um ser espiritual, diz: “Ao conhecimento da natureza oculta, ervas e fluidos, juntou-se a compreensão da influência dos astros. Os magos anteviram cataclismos e eventos naturais; deu-se início a era dos profetas, adivinhos e prognosticadores que já previam o fim do mundo. Estas informações foram levadas para outras terras e nações”.  

Assim, foi que no livreto Hermes, que transmite os ensinamentos de uma classe sacerdotal do Egito antigo, encontrei esta referência oa Fim: “Em outro tempo, os homens não olharão o mundo como objeto de admiração e respeito. Então, o Todo estará em perigo de perecer. Os homens não amarão este conjunto do universo, obra incomparável de Deus, construção gloriosa, criação toda ela boa, feita de infinita diversidade de formas, instrumento da Sua vontade que nos prodigaliza seus favores. As trevas serão preferidas a luz e ninguém mais levantará seus olhos para os céus em agradecimento. O homem piedoso será olhado como um louco e o pior criminoso como uma pessoa de bem. A crença na alma imortal, ou que haverá de obter a imortalidade, será apenas motivo de riso. Creia-me será um crime capital estar dedicado à religião do espírito”.

Esse modo materialista de viver provocará o grande Fim: “A Terra perderá seu equilíbrio, o mar deixará de ser navegável, os astros deterão sua marcha pelo céu, os frutos da terra apodrecerão, o solo deixará de ser fértil e o próprio ar se aquecerá. Então, o Senhor Pai, o Deus primeiro em potência e demiurgo do Deus uno, depois de vencer a resistência de sua vontade que é a bondade divina, aniquilará toda malícia, destruindo-a pelo fogo e através de enfermidades”.   (este belo pedaço do mundo com sua vegetação enfezada e linda é a serra do Caparaó, subida do Pido da Bandeira)

Esta revelação é repetida de muitas formas por profetas judeus, adivinhos hindus e chineses e pajés de diversos lugares. Mas, como esses, Hermes também preconiza uma mudança boa: “Então Deus conduzirá o mundo à sua beleza primeva para que possa ser reverenciado como o restaurador de todas as coisas e seja glorificado pelos homens que viverem. Será a renovação santa e soleníssima da Natureza”. Assim seja!  



publicado por joseadal às 14:04
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

“O desejo de glória e a vontade de a possuir tem se desenvolvido em detrimento da dignidade. Hoje, é a opinião pública que outorga glória por obra e graça dos meios de comunicação”. Assim termina As Paixões Intelectuais. A busca do prestígio, do momento de fama, é um estímulo para uma vida de boas ações. Porém, a fama construída sobre a indignidade e a violência são efêmeras.

Algumas páginas antes ele descreveu as honras recebidas por Voltaire, cognome de François-Marie Arouet, que devotou a vida a ensinar a ética e os valores: “Voltaire retornou a Paris depois de vinte anos de exílio. Chegando inesperadamente e sem autorização do rei, ele demonstrou quanto confiava na opinião pública que contribuiu para formar. Sua enorme popularidade o protegeu do mau humor de Versalhes”. Um bom nome promove respeito e segurança.

O livro cita, então, o jornal Correspondência Literária (de 30 março de 1778): “Esse ilustre ancião apresentou-se hoje pela primeira vez na Academia Francesa. Sua carruagem foi seguida desde o Louvre por uma multidão ansiosa por vê-lo. Só lentamente a multidão se abria para sua passagem precipitando-se sobre seus passos com aplausos e aclamações. Os acadêmicos vieram ao seu encontro a entrada, honra que jamais prestou a qualquer de seus membros ou príncipes estrangeiros. Sua caminhada até as Tulherias, ao teatro, foi um triunfo público. Do ponto mais distante de onde se podia distinguir a viatura, elevava-se um grito de alegria; as aclamações e os aplausos redobravam a medida que se aproximava; e quando se pode vê-lo, esse homem de cabelos brancos, respeitável, que acumulou tanta glória, quando desceu apoiado em dois braços, o enternecimento e a admiração chegaram ao ápice. O grito, Voltaire, ecoava de todas as partes”.

Diga: sim, vale a pena se esforçar no caminho do bem.   


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publicado por joseadal às 23:19
Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

“Além das pirâmides foi construída no Egito aquela que seria a maior biblioteca do mundo antigo. Aquela que guardaria todo conhecimento e evolução que a humanidade tinha adquirido até o momento e o onde o pai da sabedoria terrena teve grande participação. Hermes, espírito sábio e virtuoso conduziu a construção. A Biblioteca de Alexandria foi construída cerca de 3000 a. C, bem antes de a própria cidade ser oficialmente fundada”.

Estas afirmações fazem parte do livro A Hierarquia da Luz, obra de uma esotérica chamada Aylla, que diz ter sido inspirada por um ser espiritual, Lo’Ramp. Suas declarações contradizem estudos históricos, que declaram ter sido um oficial e herdeiro de Alexandre, Ptolomeu II, no terceiro século a. C. seu idealizador.

- Que disparidade, Zé! O estudo oficial fala em 300 anos e o espiritualista em 3.000, quem está certo?

A Wikipédia diz: “A arqueologia marinha em Alexandria tem revelado detalhes do lugar de muito antes da chegada de Alexandre, quando aí existia uma cidade chamada Rhakotis”. Porto de mar importante, quando Alexandre, o Grande, a visitou por ali passavam pessoas e mercadorias de todo mundo antigo.

Hermes foi um antigo sacerdote egípcio que codificou na escrita o conhecimento que a humanidade havia acumulado e era transmitido para as novas gerações de forma oral. O livro fala novamente dele neste trecho:

“A espada de Alexandre, o Grande, que lhe foi ofertada por Hermes, foi doada à biblioteca pelo seu general Ptolomeu após sua morte e era guardada numa cripta. A biblioteca era frequentada por aprendizes do mundo inteiro que vinham ao Egito estudar com grandes mestres”.

Ensinaram ali: os matemáticos Euclides e Arquimedes, os médicos Galeno e Herófilo, os astrônomos Aristarco e Ptolomeu, a filósofa Hipátia e Eratóstenes, que lecionava a ciência da vida. Ali se aprendia e se desenvolvia estudos metafísicos como alquimia, astrologia e magia.

A biblioteca sofreu vários incêndios e foi reconstruída diversas vezes. Um desses foi provocado acidentalmente quando Júlio Cesar mandou incendiar toda frota ancorada no porto e fagulhas dos navios em chamas se alastraram até o prédio que guardava relíquias maravilhosas.

Esse ser espiritual, Lo'Ramp, revela o que a História não ficou sabendo: “Os dois livros mais desejados estavam ali. Eram, Abramelin (escrito pelo próprio Abraão e pelo antediluviano Lamec) e o Toth, o deus dos mortos, que revelava os segredos das mumificações e das construções das pirâmides”.

O saber precisa ser para qualquer um, mas nem todos estão preparados para aprender, pelo menos no momento. No livro de Provérbios (2:4,5), diz: “Se inclinares o teu coração ao entendimento;

Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz,                                               

Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,                                       

Então acharás o conhecimento de Deus”.



publicado por joseadal às 12:18
Domingo, 07 de Outubro de 2012

“O ministro das finanças anunciava: nem bancarrota, nem aumento de impostos, nem novos empréstimos. ‘Para salvar a nação existe apenas um meio seguro. É reduzir as despesas abaixo da receita, o suficiente para economizar anualmente cerca de vinte milhões’”.

- Foi aonde, Zé? Na Grécia, na Espanha ou na Itália?

Foi na França, mas em 1774. O rei é Luís XVI e este ministro que tenta colocar a grande nação nos eixos é Anne Robert Jacques Turgot. O livro As Paixões Intelectuais, de Elisabeth Badinter, continua: “Essa política necessariamente dolorosa, fez descontentes implacáveis e implicava o apoio real e a firmeza de caráter do rei. Convencido de que todos os males da sociedade francesa decorrem da repartição injusta de renda, mas também de um regulamentarismo que sufoca o comércio, a agricultura e a indústria ele pensa em vencê-la com uma política liberal”.

Essa maneira de pensar de Turgot não te lembra de um outro governante, no Brasil, que assumiu a presidência numa hora em que nossas finanças estavam a ponto de falir? Talvez, você tenha memória curta, mas para quem estuda história os neurônios não podem desfazer as conexões. Lembro-me bem de ouvir gente dizendo que o governo teria que vender terras do Brasil para pagar o que devia.

As funções deste superministro eram diversas, como diz o livro: “Ele deve cuidar da loteria, da liberdade de vender carne na quaresma (ainda se misturava leis com dogmas religiosos, o que aumentava a bagunça), da polícia e da vagabundagem. Confessa que esse trabalho o ‘extenua de tal maneira que eu, que sempre me encaminhava com alegria para meu gabinete, preciso agora fazer força para dirigir-me a ele e até para sair da cama’”.

Voltaire, no exílio, pergunta em carta a um amigo: “Será a França tão feliz assim? Será que encontramos o reino da razão e da virtude?”

- E ele consertou a França, Zé?

Quem conhece um pouco da história sabe que o rei não aguentou os reclames dos prejudicados, demitiu seu ministro e deu no que deu. Turgot disse (sempre segundo este livro): “É grande meu pesar de ver dissipar-se um belo sonho, o de modernizar a França e livrá-la de seus velhos demônios”.

O presidente daqui do Brasil, venceu os ataques da oposição e a falta de ética de seus colaboradores e, redistribuindo a renda, fez o Brasil aguentar uma crise mundial que está derrubando muitas nações mais poderosas.

(nesta foto em Petrópolis, junto a casa-museu de Santos Dumont, Zé mostra que mesmo com uma aposentadoria mixuruca e com quase 70 anos, qualquer homem pode conquistar sua liberdade de ir e vir e ver este grande mundo que Deus nos deu)

- Ei Zé, menos aí! Você sabe muito da história antiga, mas da moderna tu está por fora!    



publicado por joseadal às 13:42
Sexta-feira, 05 de Outubro de 2012

Para você que se esforça para ser um homem bom e justo...

- Um momento Zé, você está plagiando Rauzito. Você não podia escrever alguma coisa mais original, não? Caetano já cantou isso, é só ver o vídeo http://letras.mus.br/caetano-veloso/325306/

Como dizia: a notícia de um crime cruel, a morte de uma vítima indefesa que sofreu torturas em seus últimos instantes nesta vida, nos causa profundo mal estar. Como um humano, alguém a “imagem de Deus”, pode fazer isso? Artur Schopenhauer pensou isto e disse em O Mundo como Vontade e Representação:

"Quando um homem, apenas se lhe ofereça a ocasião e nenhuma força extrema o impeça, está sempre disposto a agir injustamente, nós o chamamos mau. Isto significa, segundo a nossa definição de injustiça, que esse homem não se limita a firmar o seu querer-viver, mas estende essa afirmação até negá-la nos outros indivíduos. Demonstra-o destruíndo-lhes a existência quando se tornam obstáculo às suas aspirações. Tudo isto resulta de extremo. Desde o começo ressaltam aqui duas coisas: Em primeiro lugar, que a vivacidade do querer-viver é excessiva em tal indivíduo e vai além da afirmação do seu próprio corpo; em segundo lugar, que a sua consciência, submetida ao princípio de razão e embebida do princípio de individuação, se atém obstinadamente apegada à este último. Estabelece uma profunda separação entre a sua pessoa e todas as outras; ou antes, o próprio ser deles será estranho a seus olhos e separado deles por um largo abismo; porque, a bem dizer, os considerará como simples fantasmas que nada têm de real. Estes dois elementos formam a base fundamental dum caráter mau”.

(para amenizar o texto uma amostra da primavera e suas bondades com a gente: frutas - pitangas maduras - e flores - orquídeas) 

Agora vem uma visão do malfeitor que você e eu não tinhamos pensado. “Tal veemência excessiva do querer é já de per si e diretamente, uma fonte constante de dor. Primeiramente porque qualquer querer, como tal, nasce da necessidade, portanto, da dor. Depois, porque a concatenação causal das coisas faz com que, na maior parte das vezes, os desejos fiquem insatisfeitos e a vontade seja mais frequentemente contrariada do que satisfeita, sucedendo que um querer veemente e múltiplo acarreta constantemente um sofrimento múltiplo e veemente ao mau”.

- Tadinho do marginal, seu Zé! Então ele sofre muito por não ter tudo o que quer?!

É por aí, segundo Schopenhauer que um humano se torna uma fera louca: “Com o hábito, este sentimento de tortura interna, diretamente próprio do mau, provoca também um prazer gratuito; tal prazer é o que constitui a malvadez propriamente dita, a qual pode chegar até à crueldade. Então, a dor alheia não é mais o meio de chegar aos objetivos da própria vontade, mas é finalidade por si mesma”.

Tem que se trancafiar um bicho assim que nasceu no nosso meio. Ele não foi feito por mim ou por você (a sociedade), ele pelo hábito de sofrer, adaptou, pior, aprendeu a gostar de sofrer e na sua cabeça louca, quando tortura um irmão,ele se realiza e pensa (sente) que a vítima pode até estar gostando daquilo.

A vida na matéria não é mole, não.    



publicado por joseadal às 13:08
Quinta-feira, 04 de Outubro de 2012

Lutando contra a falta de tempo é 'ruim' de alguém parar para refletir no que São Paulo disse aos cristãos da cidade de Éfeso: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. A maioria das interpretações da palavra remir é “aproveitar bem”, mas Dom Cipriano Chagas, padre religioso, explica que ele falou de “diminuir o tempo”.

“O homem nasce na corrente do tempo e tem a capacidade de modifica-lo. Cada ato livre de sua parte altera alguma coisa no tempo. São Pedro diz que ‘devemos apressar a vinda do Senhor’. Isto porque temos um certo poder sobre o tempo, no sentido de que quanto mais santo formos, mais o tempo de acontecer a volta de Cristo se abrevia. O pecado e a vida longe de Deus faz com que Ele, na sua misericórdia, estenda o tempo para que mediante provações e sofrimentos e pela graça da conversão, possam voltar aqueles que dele se afastaram. Assim de certa maneira, o homem que vive em pecado dilata o tempo. Mas Nossa Senhora revelou que esta espera de Deus não durará indefinidamente e que depois da aparição de certo sinal não será mais possível converter-se”.  

É preciso um esforço firme para se vencer as tentações de fazer o que é mal ou participar de um ato de corrupção. Mas tendo este ponto de vista em mente ajuda: Se escolho o caminho errado quase estou obrigando o Criador de tudo a me dar mais tempo, mas se tomo a atitude correta Ele poderá abreviar o tempo para cumprir uma mudança fenomenal. Jesus lembrou (Mateus 24:22) que quem ficar perturbando o desenrolar do plano divino vai obrigar outros a passar por momentos difíceis. Mas Deus não vai atrasar seus planos por causa de uns neguinhos teimosos e que estão prejudicando quem está se esforçando. “Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”. Na vida difícil nos trens da SuperVia os que atrasam a viagem dos outros segurando aberta a porta do vagão são chamados de Empata Porta.

Acima disse que Dom Cipriano é um padre religioso – Uma redundância, Zé! – isto porque diferente do padre diocesano – o que se forma em seminário – o ‘religioso’ entra primeiro em uma Ordem e depois estuda teologia. Então o padre religioso é o cristão que além dos ensinamentos da Igreja e dos Evangelhos segue os ditames de sua congregação; no caso, Dom Cipriano é beneditino.  



publicado por joseadal às 02:56
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