Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Por três dias monitorei José como se fosse um aparelho com vários sensores, e ele estava bem diferente do seu normal. Sua pressão normalmente 13x8 não baixava de 15,5x8,9, seu intestino sempre regular passou um dia sem funcionar e no dia seguinte estava preso, seus movimentos de comum rápidos tornaram-se meio lerdos, seu jeito incansável transformou-se em fraqueza e o urinar ficou doloroso e difícil. Em dois dias seu cotidiano mudou e ele foi procurar o urologista preocupado com a próstata. E tudo isso por que procurou um neurologista queixando-se de ansiedade e ele receitou um ansiolítico.

José procurou o neurologista porque lhe aconteceu um transtorno por ter tomado pouco mais de uma dose de boa cachaça. Impossível ter sido derrubado só por um pouco de álcool. José sofre de ansiedade, teria sido ela responsável por esse incidente?

(na foto o ciclista José toma uma dose de pinga que era um verdadeiro whisky cowboy)

José aceitou a indicação do médico e comprou cloridrato de velafaxin, indicado para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Na bula, em reações adversas, avisava de todos aqueles transtornos e outros mais. Como é que um comprimidinho consegue mudar todo um organismo? Em mecanismos de ação a bula informa: "seu metabólito ativo, são inibidores potentes da recaptação neuronal de serotonina e norepinefrina e inibidores fracos da recaptação da dopamina". Esses três neurotransmissores comandam todo funcionamento da personalidade de uma pessoa. Mexem com a alma dela.

José parou o uso do remédio no quarto dia e em 48 horas era o mesmo sujeito complicado. Sim mas essa alma ele conhecia bem e o jeito que ela comandava de seu corpo lhe pareceu, de volta, muito melhor. Então, ao invés de mudar sua alma José decidiu nunca mais beber. Se bem que "nunca mais" é o tipo de decisão que não combina com a velha alma de José.

 


tags:

publicado por joseadal às 23:19

Esta frase é absurda, mas o livro Uma História que não é Contada a coloca num contexto que nos faz pensar. Falando das catedrais construídas na Idade Média, diz (p.149): “O estilo gótico surgiu como um progresso técnico que consistia numa diminuição das pressões exercidas pelas abóbadas equilibradas nas flechas afiladas (colunas) e equilibradas por arcobotantes leves e colunas com capitéis. Assim, as cúpulas arredondadas atingiram cada vez maiores alturas, como a Catedral de Beauvais com 48 metros!”.

(em baixo as colunas, acima as agulhas sustentando a abóbada; para que as paredes não precisassem ser muito grossas eram construídas estas paredes de arrimo,os arcobotantes; foram conquistas dos mestres de obras cristãos da idade média)

Então, o livro do professor Felipe Aquino chama atenção para o fato de que aquelas construções tinham não só uma intenção temporal, mas também espiritual. Era um trabalho intenso tendo Deus como motivo (p.151): “Cidades modestas levantavam grandes catedrais. O povo entendia que ao mesmo tempo em que construía para si trabalhavam igualmente para Deus. Eram mutirões voluntários. ‘Viam-se homens orgulhosos de seu nascimento e da sua riqueza, atrelarem-se a uma carroça com correias e arrastarem pedra, cal e madeira. Quando paravam a beira do caminho para descansar faziam orações de súplicas a Deus’”.

Em outro livro, Diálogo com João Paulo II, li com Lili, hoje, este trecho (p.283): “Em minha visita a França fiquei impressionado com o testemunho de padres franceses convencidos da descristianização dos franceses, tanto no meio operário como no rural. Guardei admiração por esses padres que vão com total determinação a procura dessas ovelhas perdidas, às vezes arranjando trabalho em fabricas para estar mais perto delas”.

 

A ovelha perdida é então aquele que sai cada dia para trabalhar e não oferece seu esforço para Deus, Quem tudo fez.



publicado por joseadal às 00:07
mais sobre mim
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16

19
20
21
25

26
29
30


pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO