Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

Ser religioso tem implicações que vão muito além de crer em Deus. No opúsculo Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, o cristão São Luís Maria Grignion de Montfort revela várias, e essa que lí hoje é muito intensa.

“Deus pai juntou todas as águas e formou o mar e juntou todas as graças em Maria” (p.28).

Uma palavra pode ter mais de um significado. Graça, nesta frase, que dizer mérito, créditos, o que satisfaz.

“Este grande Deus encerrou tudo o que tem de mais belo, resplandecente e precioso na Santíssima Virgem; o seu tesouro mais imenso, seu filho Unigênito”.

Os religiosos que não levam Maria Santíssima em conta pensam que é natural um homem escolher uma mulher, não para ter apenas uma aventura com ela mas para ser a mãe de seu filho, e depois abandoná-la como apenas uma outra. Não são só palavras sem sentido o que Lucas descreveu (1:35): “O anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”.

O indivíduo de fé que não reconhece a Virgem como meritória de veneração se esquece que esse Ser todo poderoso colocou toda uma força tarefa para proteger a Sua escolhida. Mesmo tendo o cuidado que sempre teve de não interferir diretamente na historicidade do Homem.

Então, o pequeno livro chega a essa conclusão: “Jesus fê-la tesoureira de tudo o que o Pai lhe deu como herança, o que adquiriu pela sua vida santa e sua morte sacrificial. E assim é por meio de Maria que aplica seus méritos aos seus seguidores”.orte esta conclusão?  

E então, nos manda consagrar nosso corpo, nossa alma, os bens materiais que produzirmos e as ações de bom valor espiritual que praticarmos à Jesus e a Santa Virgem. Dizendo (p.92): “Damos-lhe os nossos méritos, as graças e as virtudes para Ela os conservar, aumentar e aperfeiçoar”.

Crer não é ficar no arroz com feijão, não. De pensamento em pensamento, de descoberta em descoberta vai-se longe.   



publicado por joseadal às 02:59
Terça-feira, 07 de Maio de 2013

Estou chegando ao fim do livro Não Tenham Medo, mas reluto em termina-lo tanta coisa boa aprendi nele. No penúltimo capítulo, O Mundo, João Paulo II disse com toda a informação e perspicácia que dominava (p.253): “A religião parece duvidar de si própria, a ciência igualmente e as ideologias se degradaram reduzidas a casos policiais”.

No longo capítulo anterior, A Igreja, ele insiste (p.248): “Hoje tantos cristãos, e não só os mornos, interdigam-se de proclamar a sua fé, temerosos de ser tachados de proselitistas. A Igreja de nosso tempo deve estar consciente de que seu dever fundamental em face da humanidade e do mundo é a evangelização”.

Mas em nosso mundo “sabe tudo” ainda é preciso que lhe ensine?

“O homem se fechou acreditando unicamente no humanismo. Agora não crê em mais nada e não espera nenhuma ‘luz’ ou compaixão de ‘alguém’ espiritual (p.254). Por isso, a verdade deve ser proclamada ‘a tempo e no contratempo’, menos porque o homem teria perdido a fé no progresso, na ciência e no humanismo, e mais porque há a necessidade de ajudá-lo, precisamente, a não perder essa fé no humanismo, na ciência e no progresso (p.256)”.

Você que ainda tem fé de que existe um mundo além desse universo de matéria, não fique de boca fechada pensando que os estudiosos sabem tudo: “Os homens, criaturas racionais, sempre deram prova de inaptidão para regrar racionalmente a sua vida. Como Paulo escreveu ao Romanos: ‘Porque não faço o que quero [ou é melhor pra mim], mas o que detesto’”

.

É só olhar em volta. Não dá pra ver como a humanidade está dilacerada?



publicado por joseadal às 00:45
Domingo, 05 de Maio de 2013

No tempo das sinhás em seus casarões de fazenda, a leitura era uma das poucas distrações. Hoje com tantos entretenimentos sobra para leitura quase tempo nenhum. Mas sem ler um bom livro como se há de aprender? Crescer, elevar-se e evoluir, sem os livros, é uma tarefa impossível.

Continuo lendo Mitologia Grega (ainda estou no primeiro volume) e aprendo algo em cada página. Falando de Perséfone, sobrinha de Zeus, o professor Junito de Souza Brandão nos leva por várias aplicações do mito. Neste aqui se apreende muito (p.304). Hades leva a moça para seu reino subterrâneo e um poema diz:

“Hades coloca dissimuladamente em minha mão

Um alimento doce, uma semente de romã

E me obriga a comê-la.

Perséfone deixou-se sucumbir pela sedução e passou a viver com seu amante nas trevas. Este relato destaca o poder de fixação de determinados alimentos e, por meio deles, do domínio do homem sobre a mulher e vice-versa”.

Lembra que logo no começo da Bíblia há um caso parecido? “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”.

O nosso folclore tem uma simpatia baseada no mesmo princípio, sirva ao bem amado(a) algo para comer ou beber.  “Pela manhã quando acordar retire a calcinha e ponha numa panela para ferver. Deixe esfriar, coloque numa garrafa desinfetada e tampe. Quando for servir ao bem amado(a) chá ou café, ou outra bebida, misture um pouco do chá de salamandra. Você irá notar a transformação do seu companheiro(a), que irá fazer todas as suas vontades, e ficará amarrado para sempre junto de você”.

E olha que Perséfone e Hades eram um casal tipo a bela e a fera. 



publicado por joseadal às 18:16
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