Sexta-feira, 06 de Setembro de 2013

Aprendi agora à pouquinho, que uma das coisas mais difíceis de se conseguir é amar a Deus acima de tudo. São Francisco de Sales (1567-1622)

disse isto, assim: “A perfeição consiste em amar a Deus de todo coração”. Ele foi bispo de Genebra, um dos fundadores dos salesianos e um dos Doutores da Igreja. Como pensador cristão, sabia o que dizia quando formulou esta frase: é quase impossível ao homem cercado de tantos desejos e paixões ter o coração todo dedicado ao seu Criador. 

São Afonso de Ligório (1696-1787) disse que o Pai lhe revelou: “O mundo nem existia, e eu já o amava”.

Ele escreveu A Prática do Amor a Jesus Cristo, livro publicado em 1768, e que comecei a estudar com Lili, onde na p. 12, diz: “Deus idealizou e pelo Seu poder fez existir as plantas, os rios, as montanhas, as frutas e tantas espécies de animais, dizendo: Quero prender os homens com bens que eles gostem, isto é, quero atraí-los a mim por laços de amor”.

Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), declarou que, “todas as belas coisas me fazem lembrar de minha ingratidão por amar tão pouco o Criador”. Contam que o eremita São Simão Salo andando num lugar muito belo, todo florido, começou a gritar com as flores: “Calem-se, calem-se! Sei bem que Deus as criou por me amar e que eu não o amo como devia amar. Já entendi. Calem-se, por favor! Não me reprovem mais”.

 

Pai Eterno, pedir isso parece até uma blasfêmia, mas te peço: Ajude-me a amá-lo!



publicado por joseadal às 00:31
Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013

Está todo mundo muito bem e tudo muito bom. Então, sou só eu que por uma coisa de nada tenho sonhos que me deixam com a alma aflita? Sou o único cara que sempre carrega um medo fininho de que as coisas não vão dar certo? E ninguém usa remédios contra apreensões e depressão, só euzinho é que tenho que pingar minhas gotas de homeopatia contra ansiedade todo santo dia?

No livro Sandálias do Pescador, o padre encontra uma alma como a minha e conta o que disse para ela. Lógico, serviu direitinho para mim:

“Creio que muito do mistério da graça divina possa ser revelado quando entendermos melhor o funcionamento do inconsciente, onde as memórias ocultas e as culpas escondidas germinam em impulsos de estranhas florações. Estamos numa batalha que precisamos vencer, mas lembro que Jacó lutou contra um anjo, o venceu, mas saiu coxeando. Não duvido que existe uma harmonia divina que é o resultado do eterno ato criativo. Mas o que sempre escuto é um barulho cheio de discordâncias. Para mim, a crise do quase desespero que aflige tantas pessoas de espírito nobre, é com frequência um ato providencial delineado para causar-nos a aceitação de nossa natureza com limitações e deficiências. Não se engane, nenhum de nós pode pagar suas dívidas a não ser pela Redenção que Jesus nos providenciou. Mas rejeitar a alegria de viver é insultar a Deus que além do dom das lágrimas nos deu o de rir”.

Terminou dizendo à mulher: “Sejamos pacientes conosco mesmo e com Deus, que continua trabalhando à sua maneira e no seu tempo secreto”.



publicado por joseadal às 11:48
Terça-feira, 03 de Setembro de 2013

Quando um bom escritor junta à história um dom premonitório ele consegue um best-seller, é o caso de Morris West, em Sandálias do Pescador, um romance sobre um papa recém-eleito.

Estudioso da história da Igreja Católica ele cria uma ficção sobre os bastidores do Vaticano muito próxima a realidade. Apesar de este livro ter sido escrito em 1963, o papa por ele descrito é uma mistura de João Paulo II e Francisco. Numa reunião com os cardeais logo depois de eleito ele é aconselhado: “Não falto ao respeito devido a Vossa Santidade ao dizer que deverá haver prudência e reserva em todas as alocuções e atos públicos”. A Cúria preferia que ele não mudasse nada e deixasse o barco correr. O que era uma demonstração de falta de fé de quem escolheu o homem acreditando que era a vontade do Espírito Santo. Ao que ele responde com suavidade:

“Um pai não fala a seu filho através da máscara de um ator; fala simples e livremente, do fundo do coração, e é o que me proponho fazer”.

Então, os cardeais desfiam os problemas de seus países e as expectativas dos católicos por mudanças na Igreja. Ele responde, usando o plural, não mas ele só, mas fazendo sua a opinião de Deus:

“Nós não temos a oferecer para a salvação do mundo nem mais nem menos do que tínhamos no princípio. Pregamos a Cristo, sua vida e sua crucificação. Para os que não têm fé, um disparate”.

E elevando a voz conclama àqueles pastores a uma grande missão: “Encontrai-nos bons homens, que compreendam o que é amar a Deus e às suas criaturas! Enviai-nos esses homens e nós enviá-los-emos para que levem amor aos que padecem da falta de esperança e amor. Ide, agora, em nome de Deus!”

 

No Brasil que tem de importar médicos porque nossos jovens querem trabalhar só no bem-bom das grandes metrópoles, sempre dependemos de padres estrangeiros, como o indiano Padre Jacó, de Pinheiral. Só o Espírito Santo para fazer as famílias brasileiras não terem medo de apoiar a inclinação religiosa de um filho de ser um padre, um verdadeiro e desprendido condutor de quem tem sede de justiça e de fé.  



publicado por joseadal às 12:24
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