Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

O ônibus corre em meio a chuva que há horas encharca a terra e deixa o capinzal arriado com o peso de tanta água. Este é nosso planeta. Diferente de todos os corpos celestes que se formaram em volta do Sol aqui existe vida. Mas também tem a morte. Nascemos e vivemos dias ensolarados e alegres e manhãs e tardes carregados de chuva e sombra, dias tristes de se viver. Há sempre estes altos e baixos enquanto o tempo passa por nós levando nossa pouca vida. Então, num dia obscuro, tal e qual nos sentiremos naquele momento, vem a morte e extingue nossa existência. E nossa lembrança? Quanto tempo nossos descendentes vão se lembrar de nossas ações e de nossos traços? Hoje em dia a agitação é tão grande que mal nos colocam sob a terra úmida da chuva nos ouvidam. Bem como disse o garoto Tom no livro El Árbol das Brujas: -Caramba. Toda esta pobre gente!

Um grupo de meninos é levado para conhecer uma catacumba no méxico. Está em espanhol, dá pra ler. Só algumas palavras são bem diferentes das em português como "polvo" (pó) e "perros" (cães): "Una larga fila de momias, de pie contra los muros. Cincuenta momias contra el muro derecho, cincuenta momias contra el muro izquierdo y cuatro momias esperando en la obscuridad contra el muro del fondo. Ciento cuatro momias secas como polvo, más solitarias que ellos, más solas de lo que ellos pudieran sentirse jamás en la vida, aquí abandonadas, olvidadas, lejos de los ladridos de los perros y de las luciérnagas y de las dulces canciones de los hombres y las guitarras en la noche.

-Caramba -dijo Tom-. Toda esta pobre gente".


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publicado por joseadal às 11:38
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