Terça-feira, 08 de Maio de 2012

O Tempo e o Cão, foi escrito pela psicanalista Maria Rita Kehl,

polêmica profissional da mente. Neste livro ela avisa que nosso ninho
enfrenta uma terrível borrasca, o galho em que amarramos nosso Ego se não for
bem flexível se partirá com a ventania:

“É uma sociedade, aparentemente, com muita liberdade de
escolha: como você quer viver, seu estilo de vida, como você vai se vestir, que
tribo vai frequentar e o que vai comer e beber. Há muita liberdade no plano
superficial, no plano da festa. Existe muito apelo para a diversão. Hoje, a moral social

é uma moral da diversão, não do sacrifício. É mais do que o prazer, é o excesso”.

De tanto ser sacudido nosso consciente fica mais vulnerável
às personalidades que vivem em nosso inconsciente:

“O psiquismo tem toda uma delicadeza. O homem é capaz de
suportar tudo, mas as adaptações têm um preço. A adaptação à velocidade
contemporânea, que atropela os processos psíquicos mais delicados da memória e
do devaneio, pode ter como preço a depressão. A velocidade cria um vazio, e não
um preenchimento. Pense numa semana em que você correu muito. A gente olha e
parece que não aconteceu nada, parece que só o tempo voou por cima da gente. O
que eu fiz do meu tempo? Nada, só respondi a estímulos, a demandas, e aí vem o
sentimento de desvalorização da vida”.

O que dizer para mim mesmo e para meus amigos: Parem, diminuam a velocidade de sua vida!?

- É difícil, Zé. Pra não dizer impossível. Todo mundo vai me passar a frente.

Maria Rita lembra nesse livro o que aprendeu ouvindo um colega:

“O tempo não é dinheiro, essa é uma barbaridade que o capitalismo
nos impõe. O tempo é o tecido da vida. É uma brutalidade eu pensar que tenho de
fazer, sempre, o meu tempo render dinheiro. Vamos ver o que estamos fazendo com
o tecido da vida, porque ele esgarça, ele rasga, perde a cor, fica fragilizado”.

O mestre Jesus com a sabedoria de quem foi o idealizador do ser humano, ensinou (Marcos 8:36, 37):

“Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?

Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?”



publicado por joseadal às 12:16
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